TJ mantém pena a massagista que abusava de pacientes em Marília

Juíza destacou coerência entre relatos das vítimas. Réu foi acusado de 3 estupros e 3 importunações sexuais contra 6 mulheres

08/06/2021 - 09:44 hs

O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação a um massagista acusado de três estupros e três importunações sexuais contra seis mulheres, entre 2012 e 2019, em Marília, no interior do estado. A pena foi fixada em 14 anos e seis meses em regime fechado.

Os casos de estupro ocorreram com uso de violência. De acordo com os autos, o acusado trabalhava como massoterapeuta e quiropata e usava sua clínica para praticar os crimes. Ele colocava as vítimas em situação de vulnerabilidade – despidas e trancadas em uma sala – e ali cometeu os atos de abuso.

O réu, que também era praticante de artes marciais, chegou a utilizar técnicas de imobilização em alguns dos casos, informa o TJ-SP.

“O agente que se dá à prática de crimes contra a liberdade sexual traz risco concreto à integridade física ou psíquica da vítima, especialmente no caso presente onde o réu utilizava-se de sua profissão para cometer o delito, e demonstra possuir personalidade distorcida e periculosidade, a recomendar a adoção de regime mais rigoroso”, afirmou Ivana David, juíza e relatora daocaso.

De acordo com Ivana, os relatos com detalhes das vítimas apresentavam coerência entre si e descreviam o mesmo modo de agir nos crimes cometidos pelo acusado: ele usava do pretexto das técnicas de massagem para abusar sexualmente das clientes.

A juíza apontou a importância dos relatos das vítimas e disse ser acertada a condenação do massagista: “lembrando-se aqui o denominado ‘princípio da confiança no juiz da causa’, que por estar mais próximo dos fatos e das pessoas envolvidas, melhor avalia a questão, por isso que inadmissível o pleito absolutório por qualquer dos fundamentos deduzidos”.