A Receita Federal afirmou nesta sexta-feira (3) que vai adotar medidas para aprimorar a segurança do sistema e evitar acessos ilegais a dados de contribuintes. Também disse que vai punir servidores que tenham vasculhado irregularmente essas informações. Em nota, a Receita mencionou reportagens publicadas na imprensa que se referem acesso imotivado de servidores a informações fiscais de personalidades públicas. Nesta semana, o jornal "Folha de S. Paulo" relatou que, em 2019, o então chefe de Inteligência da Receita, Ricardo Feitosa, acessou e copiou dados fiscais sigilosos de desafetos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os alvos estão dois políticos que haviam rompido com a família Bolsonaro, o empresário Paulo Marinho e o ex-ministro Gustavo Bebianno, e o então procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Eduardo Gussem.De acordo com a Receita, os acessos ao sistema são rastreáveis e, por isso, conseguirá identificar quem vasculhou os dados. Além disso, informou que vai tornar mais rigorosos os critérios para permitir que servidores acessem os dados. "Todos os acessos ao Portal IRPF são rastreáveis, sendo possível identificar quem acessou e quais procedimentos foram executados durante o acesso. A Receita promoverá aperfeiçoamento do sistema neste ano, exigindo sempre motivação adequada e detalhada", escreveu a Receita na nota.Ainda de acordo com o texto, o órgão "realizará auditoria nos controles de segurança de acesso aos dados internos neste ano, conforme Plano Anual de Auditoria Interna".