Sa√ļde esponja intravaginal

Pesquisadores desenvolvem esponja intravaginal para tratar candidíase

Por Portal NC

09/01/2024 às 11:57:36 - Atualizado h√°
Um grupo de pesquisadores do Departamento de Qu√≠mica da Universidade Federal de São Carlos (DQ-UFSCar) desenvolveu uma nova maneira para tratar a candid√≠ase vulvovaginal, uma das infecções genitais femininas mais prevalentes que existem. Causada por fungos, provoca sintomas incômodos, como ard√™ncia, coceira, inchaço, vermelhidão e corrimento vaginal branco e espesso, a doença afeta tr√™s quartos das mulheres em pelo menos um momento de suas vidas.

Como os tratamentos dispon√≠veis nem sempre são confort√°veis, j√° que incluem cremes e supositórios intravaginais de dif√≠cil aplicação e podendo ter a efic√°cia comprometida por eventuais atrasos no hor√°rio de aplicação, o grupo criou uma esponja biodegrad√°vel feita de quitosana que libera o medicamento no organismo lentamente. Assim, o tratamento pode ser mais confort√°vel e eficaz.

De acordo com a pesquisadora do Departamento de Qu√≠mica da UFSCar (DQ-UFSCar) e primeira autora do estudo, Fiama Martins, os testes, que foram feitos junto com pesquisadores da Universidades do Porto (Portugal), mostraram que a esponja de quitosana, que é um bio pol√≠mero natural, biodegrad√°vel e poroso, é capaz de absorver os l√≠quidos.

"Então, na perspectiva de uma aplicação no canal vaginal essa esponja ser√° capaz de interagir com o ambiente e com o fluido vaginal absorvendo esse l√≠quido e favorecendo a liberação de antif√ļngicos presentes nessa esponja", explicou.

O grupo encapsulou o clotrimazol, um f√°rmaco comercial amplamente usado no tratamento candid√≠ase na forma de gel e creme. "Nos nossos resultados da aplicação in vitro nós obtivemos resultados bastante positivos e não houve diferença entre usar o f√°rmaco puro e usar o f√°rmaco na esponja", disse Fiama.

Ela reforçou que com a esponja, o medicamento acaba formando uma pel√≠cula gelatinosa que adere nas paredes vaginais, ficando retida por mais tempo e aumentando a efic√°cia do tratamento. "Os cremes normalmente, acabam descendo e são removidos pela própria força da gravidade. Com a esponja o medicamento permanece mais tempo no canal vaginal", afirmou.

Próximo passo é o estudo cl√≠nico desse material e, não h√° previsão para a introdução do produto no mercado, disse pesquisadora.

O artigo Chitosan-based sponges containing clotrimazole for the topical management of vulvovaginal candidiasis pode ser lido no site.
Fonte: Agência Brasil
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